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O efeito das cores no nosso CÉREBRO

Algumas evidências científicas sugerem que a luz de diversas cores, que entra pelos olhos, pode afetar diretamente o centro das emoções. Cada um de nós responde à cor de uma forma particular. As pessoas tendem também a ser atraídas por certas cores, em virtude de alguns fatores determinantes. 

Sua escolha pode estar baseada em seu tipo de personalidade, nas condições circunstanciais de sua vida ou em seus desejos e processos mentais mais íntimos, profundos e até inconscientes.

Existem muitos testes psicológicos, que foram desenvolvidos para nos ajudar a conhecer mais sobre nós mesmos, por meio do poder da cor. A atração forte de uma pessoa pelo vermelho indica o tipo de personalidade afirmativo e extrovertido, de alguém que tem vontade firme, enquanto a aversão a essa cor sugere um indivíduo tímido e provavelmente isolado da sociedade. 

Apesar de estar em estado inicial de estudo, especialistas acreditam no potencial do neuromarketing para revolucionar a maneira como as marcas, produtos e serviços se relacionam com o seu público. Nesse sentido, as pequenas e médias empresas podem se beneficiar dessas iniciativas e planejar mudanças para atingir o seu consumidor. 

As cores têm influências em nossos componentes físico, mental e emocional. O especialista Alex Born, através dos resultados de seus experimentos, mapeou como o cérebro reage a cada cor:

AZUL – Parte do cérebro: Córtex Pré-Frontal
EFEITO: Em tom escuro relaciona-se ao poder. Em tom mais claro, provoca sensação de frescor e higiene. Está ligado a produtividade e sucesso.

LARANJA – Parte do cérebro: Sistema de recompensa – responde pelo prazer e necessidade de repetição da experiência prazerosa.
EFEITO: Mudança, expansão e dinamismo.

AMARELO – Parte do cérebro: Sistema de Recompensa.
EFEITO: Passa a mensagem de transparência nas negociações ou no objetivo do lucro. Combinada com outras cores significa credibilidade.

ROSA – Parte do cérebro: Área Tegmentar Ventral – controla a sensação de recompensa pela saciedade de fome, sede e sexo.
EFEITO: Um tom claro dá a ideia de inocência. O tradicional, feminilidade e rompimento de preconceitos. O pink, o desejo de iniciar ações individuais.

CINZA – Parte do cérebro: Putâmen – regula a distribuição de dopamina, um neurotransmissor relacionado à sensação de prazer. Ínsula – coordena as emoções.
EFEITO: É a expressão de neutralidade. Pode significar indecisão ou ausência de energia.

VERDE – Parte do cérebro: Córtex Pré-Frontal – ligado às decisões, pensamento abstrato e criativo, respostas afetivas e capacidades para conexões emocional e julgamento social.
EFEITO: Remete à natureza. Transmite frescor, harmonia e equilíbrio. Reforça a ideia de ponderações e coerência.

MARROM – Parte do cérebro: Sistema Límbico – estrutura interna que responde pelas emoções.
EFEITO: É uma cor pesada. Sugere conservadorismo.

BRANCO– Parte do cérebro: Córtex Cerebral Esquerdo – responsável pelo pensamento lógico e pela competência comunicativa.
EFEITO: Sugere pureza. Cria impressão de luminosidade. Transmite ideia de frescor e calma. Combinado com outras cores proporciona harmonia.

ROXO – Parte do cérebro: Pólo Frontal – ligado ao planejamento de ações e de movimento e ao pensamento abstrato.
EFEITO: Pode remeter a mistério. Também se relaciona a calma e sensatez.

VERMELHO – Parte do cérebro: Amígdala e Núcleo Accumbens – estrutura ligada ao prazer.
EFEITO: Emoção, dinamismo, sexualidade, virilidade e masculinidade. Em relação ao consumo pode estimular, no caso de alimentos, ou evitá-los (objetos e lazer).

PRETO – Parte do cérebro: Amígdala – regula comportamento sexual, agressividade, medo e memória emocional.
EFEITO: Sugere mistério, curiosidade ou superioridade, além de nobreza e distinção.





Referência
FARINA, Modesto, Psicodinâmica das cores em comunicação, 1990 - Edgard Blücher, São Paulo
Artigo escrito por: 

Dra. Regiane Souza Neves