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TOD - Transtorno Opositivo Desafiador




Atenção, educadores e pais! 

Crianças muito DESOBEDIENTES e DESAFIADORAS tem causado preocupação constante tanto para as escolas quanto para as famílias. 

Não podemos achar que as crianças de hoje devem ser as mesmas de anos atrás, pois a sociedade está em constante mudança e isso com toda certeza também reflete no comportamento dos pequenos. No entanto, quando a desobediência é excessiva e sem controle, é sinal de problema. Por isso, vamos conversar um pouquinho sobre o T.O.D. 

TOD - TRANSTORNO OPOSITIVO DESAFIADOR OU DESAFIADOR DE OPOSIÇÃO

Está classificado no CID 10 como Transtornos de Conduta (CID 10 - F91.3).

É o transtorno infantil caracterizado por comportamento desafiador e desobediente a figuras de autoridade que podem ser os pais, professores etc. A causa do TOD é desconhecida, mas provavelmente envolve uma combinação de fatores genéticos e ambientais, ou seja, a criança aprende com o ambiente onde está inserida e muitas vezes os próprios pais/familiares contribuem para a causa que pode vir de muito mimo, excesso de cuidados ou falta de cuidados. 

O TOD pode estar sozinho, ou seja, pode ser um transtorno que não está vinculado a outros transtornos ou pode estar associado e ser uma comorbidade vinculada a outros transtornos como, é o caso mais frequente, o autismo.

Os sintomas geralmente começam antes da criança completar oito anos de idade. Eles incluem humor irritável, comportamento argumentativo e desafiador, agressividade e causam problemas significativos em casa ou na escola, pois batem nos colegas ou irmãos, se sentem perseguidos e tentam de toda forma fazer valer seus interesses, tem dificuldades de assimilar regras e de lidar com frustrações. Mas, claro que estes são apenas alguns sintomas e nem todas as crianças que tem um ou outro sintoma descrito aqui, tem TOD. 

No Brasil, são diagnosticados mais de 150 mil casos por ano. 

Os principais profissionais que podem fazer o levantamento de dados para a hipótese do TOD é o neuropsicopedagogo ou neuropsicólogo, que assim que tiver esse prognóstico definido irá encaminhar a criança para o diagnóstico e acompanhamento psiquiátrico, pois o diagnóstico médico é essencial. O neuropsicopedagogo ou neuropsicólogo e o psiquiatra em conjunto realizarão a intervenção e tratamento adequado para a solução do problema. O tratamento envolve terapia (neuropsicopedagógica ou neuropsicológica) individual e familiar, em alguns casos pode ser inserida a intervenção medicamentosa (psiquiátrica). A parceria destes especialistas junto a família e a escola é de grande importância. 

Enfim, espero ter colaborado com algumas de suas dúvidas. Se você se interessou sobre o assunto ou quer entender melhor as dificuldades do seu filho ou aluno, entre em contato e agende uma sessão de orientação. Para profissionais da psicopedagogia que necessitam de auxilio para diagnóstico e intervenção adequada, realizo supervisão nos seus atendimentos. 


Prof. Dra. Regiane Souza Neves - Atua há 26 anos na área da educação onde foi professora, coordenadora pedagógica e diretora, sendo que nesta última função permaneceu por 15 anos como diretora na educação básica e está há 7 anos como diretora do CEADEH Centro de Estudos Avançados em Desenvolvimento Educacional e Humano (escola de formação continuada para educadores). Também atua há 11 anos em clínica como neuropsicopedagoga, neuropsicologa, psicopedagoga, psicomotricista e psicanalista, onde realiza diagnósticos para transtornos do neurodesenvolvimento como TEA, TDAH, TOD entre outros. Há 20 anos atua em estudos e desenvolvimento de políticas públicas.