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Autismo e Ecolalia


Este é um resumo do capítulo do meu livro: 

SOUZA NEVES, Regiane. Transtorno do Espectro Autista: Conhecer, Diagnosticar, Intervir e Orientar. Souza & Neves Edições. Clube de Autores. 1ª edição. São Paulo, 2019


O desenvolvimento da linguagem é um assunto extenso, complexo e que envolve vários fatores. Assim, não há respostas absolutamente prontas e corretas para todo e qualquer caso. Quando se diz que cada caso é único ou deve ter suas particularidades respeitadas, é disto também que estamos falando. A ecolalia pode ser definida como a repetição da fala de outra pessoa, como repetição de palavras e frases. Ecolalia é um distúrbio de desenvolvimento da fala e da linguagem. A criança fica repetindo o que acabou de dizer ou então o que o interlocutor acabara de expressar através da comunicação verbal.

Considerando que cada pessoa com autismo demonstra uma particularidade, dentro das variações reconhecidas do TEA, o primeiro passo dos terapeutas é identificar o que será tratado. Portanto, isto significa que a intervenção a ser proposta deve se pautar na individualidade de cada um.

No caso da ecolalia, os especialistas trabalham de maneira que as formas pré-simbólicas conversacionais (como o grito, por exemplo) sejam diminuídas ou eliminadas. Os exercícios em questão visam ao desenvolvimento de mecanismos conversacionais de comunicação.

Importante ressaltar que para aquelas pessoas cuja fala (verbal) é uma habilidade existente, a intervenção passa a ser direcionada no desenvolvimento da compreensão e expressão verbal. Tudo isso é feito para motivar a autonomia e a independência da criança na hora de se comunicar.

Vale dizer que os terapeutas também podem encontrar bases, programas ou ciências reconhecidas pela comunidade médica como a ABA (Análise do Comportamento Aplicada), TEACHH (Programa de Autismo) e o PECS (Picture Exchange Communication System).

Prof. Dra. Regiane Souza Neves - Atua há 26 anos na área da educação onde foi professora, coordenadora pedagógica e diretora, sendo que nesta última função permaneceu por 15 anos como diretora na educação básica e está há 7 anos como diretora do CEADEH Centro de Estudos Avançados em Desenvolvimento Educacional e Humano (escola de formação continuada para educadores). Também atua há 11 anos em clínica como neuropsicopedagoga, neuropsicologa, psicopedagoga, psicomotricista e psicanalista, onde realiza diagnósticos para transtornos do neurodesenvolvimento como TEA, TDAH, TOD entre outros. Há 20 anos atua em estudos e desenvolvimento de políticas públicas. Saiba mais AQUI.