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Avaliação: Jussara Hoffmann e Cipriano Luckesi

Avaliação para Hoffmann

Para os estudiosos a avaliação é um viés classificatório e sentenciva. Define se o aluno alcançou ou não o desempenho esperado pelo professor. Por trás disso, há um adulto definindo metas, definido tempo, definindo conteúdos, definindo cenários educativos avaliativos.

Todo o cenário é construído pelo professor e o aluno se insere neste cenário. Corresponde ou não as expectativas deste professor.

Com o passar dos tempos houve uma preocupação com uma escola de qualidade e esse paradigma fez com que as avaliações tivessem outros objetivos.

Ao mesmo tempo o aumento do número de crianças em sala de aula, a avaliação passou a ser perigosa e não corresponde aos propósitos e se torna mais burocrática do que pedagógica. 

O surgimento dos processos avaliativos, em educação infantil, deve ser questionado em termos de sua intencionalidade básica. Na verdade, a questão da avaliação insere-se na discussão histórica, acerca de uma concepção assistencialista ou educativa para o atendimento às crianças. A avaliação ocorre em uma concepção educativa. A observação feita pelo professor é importante para a avaliação. 

O que é importante avaliar na educação infantil:

A observação e a compreensão da lógica da criança são elementos da avaliação. 
Todas as respostas da criança são importantes para avaliação. 
O professor deve acompanhar a construção do conhecimento das crianças. 

Acompanhar a construção do conhecimento é:

Verificar progressão, gradação, articulação de ações. O professor propõe, observa, introduz complementos que enriquecem o aprendizado para analisar se as exigências estão além ou aquém do esperado diante das possibilidades dos alunos. 

Compreendendo a criança, o professor redimensiona diretamente a qualidade de sua interação com a criança. É essa a complexidade própria da avaliação em educação infantil. 

A falta de preparação dos professores para enunciar e redigir pareceres sobre o desenvolvimento infantil, a ausência de uma proposta pedagógica das instituições ou a falta de acompanhamento consistente das crianças pelos professores que acabam por incorrer em certos absurdos registrados sobre elas. Hoffmann menciona alguns equívocos na elaboração dos registros avaliativos.

A complexidade que envolve a avaliação do desenvolvimento infantil exige registros descritivos e reflexivos que ultrapassem em muito uma prática de “avaliação por cruzinhas” ou preenchimento de formulários padronizados. E essa é uma consideração que se aplica a todas as instancias da educação. O que se deve garantir em educação é o respeito às diferenças de cada um. E esse respeito às diferenças exige uma permanente observação e reflexão do processo individual de construção do conhecimento.

Avaliação para Cipriano

Instrumentos da Avaliação:
Sistematicidade;
A avaliação deve cobrir tudo que é essencial;
Deve ter perguntas lógicas;
Deve ter um mapa do que eu como professor preciso saber;
Linguagem compreensível;
Linguagem compatível ao conteúdo estudado;
Nível de dificuldade e metodologia igual como foi ensinado;
Precisão;
Perguntas claras e precisas;
Manter um padrão de qualidade do que eu (professor) ensinei.

CIPRIANO CITA DOIS PONTOS DE VISTA PARA A AVALIAÇÃO SER COERENTE:
PEDAGÓGICO -  a avaliação deve garantir que se chegue ao resultado desejado, deve ser inclusivo e promover a obtenção sempre do melhor resultado para todos.
POLÍTICO – politicamente a avaliação de propiciar os educadores à investir na equalização e democratização da sociedade.

Conceitos: 
1) Avaliação é um juízo de valor, uma afirmação qualitativa sobre um objeto, a partir de critérios pré-estabelecidos; 2) Esse julgamento se faz com base nos caracteres relevantes da realidade do objeto avaliado. Portanto, apesar de qualitativo, o julgamento não será inteiramente subjetivo; 3) A avaliação conduz, ainda, a uma tomada de decisão ou de posição sobre o objeto avaliado(um posicionamento de “não indiferença”); 4) Esses elementos, compõem a compreensão constitutiva da avaliação que,  na prática escolar, dá-se sob o arbítrio da autoridade pedagógica. 
 
Realizamos, basicamente, três procedimentos sucessivos:  
1) medida do aproveitamento escolar (contagem das respostas corretas – na aferição da aprendizagem a medida é um ato necessário – ponto de partida); 2) transformação da medida em nota ou conceito (conversão da medida – equivalência simples em uma escala previamente definida de notas ou conceitos); 3) utilização dos resultados identificados (registrá-lo no diário; oferecer a “oportunidade” de melhorar a nota ou conceito; atentar para as dificuldades dos educandos e decidir trabalhar com eles para que, de fato, aprendam aquilo que deveriam aprender. 

O ERRO E A AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM ESCOLAR 
 
A avaliação não deveria servir de fonte de decisão sobre o castigo, sendo instrumento de ameaça e disciplinamento da personalidade dos educandos, mas de decisão sobre os caminhos do crescimento sadio e feliz. 

CIPRIANO propõe uma Avaliação Diagnóstica 
 
A avaliação deverá ser assumida como um “instrumento de compreensão do estágio de aprendizagem em que está o aluno, tendo em vista tomar decisões satisfatórias para que possa avançar em seu processo de aprendizagem”. A avaliação  deve ser instrumento auxiliar da aprendizagem e não instrumento de reprovação ou aprovação. 

Conclusão: A avaliação deve ser praticada como uma atribuição de qualidade aos resultados da aprendizagem. Ao avaliar, o professor deverá: coletar, analisar e sistematizar, de forma mais objetiva, as manifestações dos alunos; Atribuir uma qualidade a essa manifestação da aprendizagem, a partir de um padrão preestabelecido pela comunidade escolar.