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Teorias Educacionais: Emília Ferreiro

Emília afirma que a construção do conhecimento da leitura e da escrita tem uma lógica individual, embora aberta à interação social, na escola ou fora dela. Neste processo, a criança passa por etapas, com avanços e recuos, até se apossar do código linguístico e dominá-lo.

Segundo Emília Ferreiro, a alfabetização também é uma forma de se apropriar das funções sociais da escrita. Autora da “Psicogênese da língua escrita”.

O termo psicogênese pode ser compreendido como origem, gênese ou história da aquisição de conhecimentos e funções psicológicas de cada pessoa, processo que ocorre ao longo de todo o desenvolvimento, desde os anos iniciais da infância, e aplica-se a qualquer objeto ou campo de conhecimento. No campo da aquisição da escrita, esta concepção se associa aos estudos psicogenéticos de Emília Ferreiro, Ana Teberosky e vários colaboradores, originalmente divulgados em países de língua espanhola, na década de 1970, com forte impacto no Brasil, a partir da década seguinte, sobretudo na Educação Infantil e nos anos iniciais destinados à alfabetização.

A alfabetização é a aprendizagem da leitura e da escrita, sendo um processo fundamental para o desenvolvimento humano, pois por meio dela aprendemos a nos comunicar e compreender a linguagem, é isto que nos torna diferente de outros seres vivos. Através da alfabetização o homem torna-se um ser global, sendo social, psicológico e consequentemente inserido na sociedade. Ferreiro divide em quatro níveis o processo da alfabetização. Que são: pré-silábico, silábico, silábico-alfabético e alfabético.

Nível 1 – Pré-silábico

a) Fase pictórica: registra garatujas e desenhos sem figuração; 

b) Fase gráfica primitiva: registra símbolos, pseudoletra, usa qualquer tipo de sinal ou rabisco que lembra letras; 

c) Fase pré-silábica: começa diferenciar letras de números, percebe que as letras servem para escrever.

Nível 2 – Silábico

Utiliza uma letra para cada sílaba da palavra.

Nível 3 – Silábico-Alfabético 

Começa a ter sentido pelo valor sonoro, esta fase é conflitante para a criança, pois começa a negar a lógica do nível silábico. 

Nível 4 – Alfabético 

Consegue ler e escrever o que pensa e fala, graficamente, fluentemente.