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SAÚDE MENTAL DA MULHER: PRECISAMOS FALAR SOBRE ISSO


Saúde é um conceito que envolve o nosso corpo como um todo, e cuidar da mente é o primeiro passo para aproveitar a vida da forma que ela merece ser desfrutada. No entanto, a saúde mental da mulher é um tema cada vez mais discutido e que precisa ser abordado com a seriedade que ele exige. Apesar de os dados indicarem um número quase igual entre homens e mulheres quando o assunto envolve distúrbios mentais, os padrões de como tais doenças se manifestam indicam uma carga maior para as mulheres.

A questão de gênero merece uma análise mais criteriosa justamente porque homens e mulheres contam com poder e controle diferentes sobre fatores socioeconômicos que podem contribuir para o estado da sua saúde mental, como posição social, status, tarefas profissionais e domésticas, relacionamentos e o tratamento dado pela própria sociedade como um todo, tornam as mulheres mais suscetíveis e expostas a tais doenças.

Estas diferenças já podem ser observadas quando falamos de estatísticas dos distúrbios mentais mais comuns: depressão, ansiedade e sintomas físicos causados por problemas emocionais. Tais distúrbios afetam 1 em cada 3 pessoas e são observados predominantemente em mulheres. As informações são da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Além disso, as mulheres também têm maior probabilidade de acumularem mais de um distúrbio mental ao mesmo tempo e costumam levar muito mais tempo do que os homens para buscar tratamento, pois o estigma em torno da saúde mental da mulher também é um fator que faz com que elas demorem para buscar assistência profissional. Um estudo da Northwestern University observou que mulheres se importam muito mais com a opinião e a aprovação dos outros do que os homens. O resultado disso, são mulheres que relutam em buscar ajuda psicológica ou psiquiátrica com medo de que os outros irão desmoralizá-la de alguma forma.

A pandemia é um exemplo de como a carga mental recai de diferentes formas para homens e mulheres. Com a adaptação para o trabalho remoto e o cancelamento das aulas, recaiu sobre elas a maior parte da responsabilidade de cuidar da casa, dos filhos, das aulas remotas da escola e do próprio trabalho.

Como se o acúmulo de tarefas não fosse o suficiente, no mundo inteiro a pandemia tem afetado mais os empregos das mulheres do que dos homens. Os índices variam bastante de país para país, mas em todos os casos as mulheres foram maioria no número de pessoas que perderam o emprego pela crise econômica desencadeada pela Covid-19.

E ainda, além de tudo isso, as mulheres são as principais vítimas de todos os tipos de violência, assédio sexual, assédio moral, humilhação, discriminação e preconceito entre outros fatores que desencadeiam na mulheres doenças mentais.

Apesar da complexidade que envolve a saúde mental da mulher e dos vários estigmas, cobranças e pressões que ainda existem na sociedade, há algumas opções de tratamento e ajuda para que as mulheres consigam se cuidar psicologicamente e emocionalmente. Não ter medo de pedir ajuda é o primeiro passo.

Dentre as opções de tratamento, existem médicos psiquiatras, psicoterapeutas, enfermeiras capacitadas em saúde mental e profissionais de assistência social, que podem ajudar de forma preliminar.

Agir de forma preventiva ainda é a melhor forma de cuidar da mente. Conhecer a si própria, saber identificar as emoções, entender o que as causou e reconhecer quando é hora de buscar ajuda é fundamental para cuidar da saúde de dentro para fora.

Algumas atitudes no dia a dia contribuem para a saúde mental, como a convivência com familiares e amigos com uma influência positiva na vida da mulher, evitar fatores estressores, dormir bem e buscar um propósito ajudam muito a aliviar sintomas diários e manter a saúde mental.

Peça ajuda! Fale com pessoas de sua confiança! O atendimento profissional lhe ajudará a manter ou recuperar sua saúde mental.

Dra. Regiane Souza Neves

* doutora e mestra em saúde mental; especialista em gestão de saúde pública, psicanálise, neuropsicologia, neuropsicopedagogia, psicomotricidade, psicopedagogia, legislação educacional, gestão e supervisão escolar, inclusão e educação especial, gestão pública e ciências políticas entre outras áreas.

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