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A escola não pode permitir que neurodivergências virem xingamentos: Termos neurodivergentes são usados como um novo tipo de Bullying

Hoje, muitas crianças e adolescentes estão usando transtornos mentais e neurodivergências como munição para ferir. É o capacitismo ganhando espaço na sala de aula. Crianças e adolescentes utilizam termos como “autista”, “bipolar”, “retardado”, "depressivo", "deficiente", como xingamentos para quem reage diferente às ações dos colegas. Falam com sarcasmo, como se isso fosse algo ruim, como se não fosse uma luta diária para neurodivergentes aprender e socializar em um mundo que exige demais e compreende de menos.

O neurodivergente que ouve tudo isso, entristece, se cala. Passa a acreditar que sua dor é motivo de humilhação. E aos poucos, vai se isolando.

O neurodivergente que passa por esse tipo de violência não fica com marcas na pele. Mas fica com feridas profundas na autoestima, na confiança, no desejo de continuar indo à escola.

Não dá mais para tratar esse tipo de ofensa como “coisa de criança/adolescente”. Não dá mais para normalizar o sofrimento alheio só porque ele não sangra diante dos nossos olhos.

A Lei nº 14.811/2024, que alterou o Código Penal Brasileiro, define bullying e cyberbullying como crimes desde janeiro de 2024, com penas específicas de multa por danos morais à partir de R$ 13 mil, reclusão de 2 a 4 anos e, também, medidas de proteção contra a violência em ambientes educacionais. Se o bullying envolver outras condutas criminosas, como lesão corporal, as penalidades podem ser mais severas. Inclusive, escolas e profissionais da educação que não tomarem providências também poderão sofrer penalidades.

Pais ou responsáveis de criança ou adolescente que sofre bullying deve comunicar a escola os fatos, para que a escola tome providências e se não resolver pode fazer um boletim de ocorrência para dar prosseguimento a denúncia.



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