A necessidade ou interesse por atendimento de crianças de 0 a 3 anos é relativamente semelhante nos diferentes níveis de renda e condições socioeconômicas, mas os mais vulneráveis têm maior dificuldade de ter acesso à este serviço.
A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD-C) e os dados do Censo Escolar, revelaram em 11 de agosto de 2025, que quase 2,3 milhões de crianças de até 3 anos de idade, em vulnerabilidade social, estão fora da creche por dificuldade de acesso. Lembrando, que é uma amostragem estatística e os números reais podem ser maiores. Isso é o reflexo da falta de investimentos governamentais e políticas públicas voltadas a infância.
A creche é um direito da criança na primeira infância independente da condição trabalhista dos pais, no entanto a dificuldade pela inserção na creche prejudica a colocação ou recolocação profissional das mães e consequentemente gera impactos na renda das famílias e, principalmente, no desenvolvimento integral das crianças, por não terem acesso ao tripé de desenvolvimento: cuidar, educar e brincar.
A educação infantil é prevista na nossa Constituição Federal e faz parte da pauta de discussão no Congresso Nacional com a definição de novas metas dentro do Plano Nacional de Educação (PNE), documento que guia as estratégias e objetivos da educação nacional para os próximos 10 anos. Infelizmente, a maioria dos parlamentares eleitos para representar os cidadãos no congresso nacional NÃO possuem conhecimento para dialogar e defender pautas sobre os direitos tanto da educação quanto da infância.
A infância é um tema que muito me interessa. Tenho 16 livros publicados, alguns são sobre educação e desenvolvimento infanto-juvenil, sendo que um deles é justamente sobre isso: A Infância é Prioridade: a importância do desenvolvimento bio-psico-social. (ISBN: 978-65-5392-766-7)
