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Muitas famílias enfrentam a frustração de lidar com profissionais (médicos e não médicos) desatualizados que minimizam sintomas, desacreditam dos relatos das famílias, não fazem ou não querem fazer a leitura de relatórios e laudos de outros profissionais.

Muitas famílias enfrentam a frustração de lidar com profissionais (médicos e não médicos) desatualizados que minimizam sintomas, desacreditam dos relatos das famílias, não fazem ou não querem fazer a leitura de relatórios e laudos de outros profissionais.

Isso acontece, principalmente, em órgãos públicos de saúde, por diversos fatores:
• Falta de capacitação: o autismo é um espectro amplo e complexo. Muitos profissionais, inclusive médicos, não recebem formação adequada para identificar sinais mais sutis do TEA e de outras condições do neurodesenvolvimento.
• Visões ultrapassadas: ainda existem profissionais presos a mitos antigos, por exemplo, acreditar que autismo só existe em pessoas não verbais, com dificuldades cognitivas ou com grandes dificuldades de interação.
• Mascaramento social: muitas pessoas com TEA nível 1 ou 2 de suporte aprendem a camuflar dificuldades para tentar se adaptar socialmente, o que pode confundir profissionais sem experiência em neurodesenvolvimento.

Por isso, diante de dúvidas ou suspeitas, é fundamental buscar profissionais especializados na área do neurodesenvolvimento, como neuropediatras, neurologistas, psiquiatras, neuropsicólogos, neuropsicopedagogos e equipes multidisciplinares capacitadas.

Quando um médico descarta o diagnóstico de autismo ou outras neurodivergências, recusa um laudo ou avaliação diagnóstica, a pessoa ou seus pais devem solicitar um parecer formal por escrito, registrar uma reclamação ou denúncia na Ouvidoria do SUS ou no Ministério Público e buscar uma segunda opinião com um médico especialista.

O diagnóstico responsável não deve ser baseado em “achismos” ou avaliações superficiais. Ele exige escuta ativa, observação clínica qualificada, análise do desenvolvimento e olhar multidisciplinar.

Se o profissional minimiza sinais importantes ou demonstra despreparo técnico, buscar uma segunda opinião não é exagero, é cuidado.

O diagnóstico correto não rotula, ele transforma vidas! Ele direciona intervenções, acolhimento, suporte adequado e qualidade de vida.