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Falar sobre políticas públicas para pessoas neurodivergentes não é apenas uma questão de inclusão. É uma questão de cidadania, direitos, dignidade e desenvolvimento social.

Falar sobre políticas públicas para pessoas neurodivergentes não é apenas uma questão de inclusão. É uma questão de cidadania, direitos, dignidade e desenvolvimento social.

Milhões de brasileiros autistas, com TDAH, dislexia, deficiência intelectual, transtornos da comunicação e outras condições do neurodesenvolvimento enfrentam diariamente barreiras para acessar educação de qualidade, atendimento em saúde, oportunidades de trabalho e participação plena na sociedade.

Apesar dos avanços legislativos, muitas famílias ainda convivem com filas intermináveis para diagnóstico, falta de profissionais capacitados, ausência de terapias especializadas, dificuldades na inclusão escolar e escassez de programas de apoio à vida adulta e à empregabilidade. Na prática, o que deveria ser um direito muitas vezes se transforma em uma luta diária.

Discutir políticas públicas significa planejar ações concretas que garantam diagnóstico precoce, intervenção adequada, educação inclusiva de qualidade, apoio às famílias, formação continuada de profissionais, acessibilidade, autonomia e oportunidades para que cada pessoa desenvolva seu potencial. Significa também utilizar os recursos públicos com responsabilidade, priorizando programas que produzam resultados reais na vida das pessoas.

Eu sou especialista em neurodivergências com foco nos transtornos do neurodesenvolvimento, por isso posso falar com clareza a respeito.