Quando uma criança precisa de atendimento especializado, cada dia faz diferença. Na infância, o cérebro está em intenso desenvolvimento, e intervenções realizadas no momento certo podem promover avanços importantes na comunicação, aprendizagem, autonomia e qualidade de vida.
Infelizmente, milhares de famílias brasileiras enfrentam longas filas no SUS para conseguir acesso a diagnóstico e terapias como fonoaudiologia, terapia ocupacional, psicologia, fisioterapia e outras especialidades. O tempo médio de espera é de 2 anos ou mais. Enquanto aguardam, pais e mães convivem diariamente com a angústia de ver o desenvolvimento dos filhos ser prejudicado pela falta de atendimento.
É importante reconhecer que o SUS é um patrimônio do Brasil e garante assistência a milhões de pessoas. No entanto, as longas filas revelam um desafio que precisa ser enfrentado com planejamento, investimento, ampliação das equipes multiprofissionais e melhor gestão dos serviços públicos.
Inclusão não pode existir apenas no papel. Garantir o acesso ao diagnóstico precoce e ao tratamento em tempo oportuno é um direito das pessoas com deficiência e das crianças com transtornos do neurodesenvolvimento.
Uma sociedade verdadeiramente inclusiva não mede esforços para oferecer cuidado quando ele é mais necessário. Porque, para uma criança em desenvolvimento, o tempo perdido não pode ser recuperado.
Acolher é importante. Incluir é essencial. Mas garantir atendimento no momento certo é uma responsabilidade que não pode mais esperar.
Me conta nos comentários se você já passou por isso ou conhece alguém que está aguardando atendimento.
Vem me seguir Dra. Regiane Souza Neves
Especialista em Saúde Mental e Saúde Pública, Educação e Neurodesenvolvimento, Ciências Políticas e Sociais, Gestão Pública e Gerenciamento de Cidades.
